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ACV e o SAGE

 

Aplicamos esta temática em setores tão variados como exploração de petróleo, resíduos de construção e demolição, geração de energia através de biomassa e produtos plásticos. Mas uma nova geração de desafios ambientais, sociais e econômicos (questões climáticas, globalização econômica, diversidade cultural, etc.) solicita respostas inovadoras, por parte não apenas das empresas, mas também da sociedade civil e do poder público.

Através da Avaliação do ciclo de vida (ACV) pode ser realizada uma análise completa de um sistema, mensurando o impacto ambiental de determinado produto. É uma avaliação que contempla todas as etapas envolvidas em um processo de produção, desde a extração de matérias-primas, das etapas intermediárias de produção (manufatura, transporte, etc.), do seu uso ao descarte final.

Esta metodologia é aplicada para se medir os impactos de diferentes produtos ou mesmo comparar os impactos de diferentes produtos com funções próximas.

Fóruns sustentabilidade em organizações

O projeto “ENCONTROS PARA SUSTENTABILIDADE EM ORGANIZAÇÕES- INDO ALÉM DO GRI” nasceu a partir do “Fórum GRI em Pauta”, que teve início em outubro de 2009 com o propósito de “criar um ambiente e oportunidade de troca de experiências, construção e aprimoramento em conjunto sobre Relatórios de Sustentabilidade, e a sua importância no processo de sustentabilidade empresarial”.

Com onze encontros de trabalho, realizados em parceria com a FIRJAN, chegamos ao entendimento de que o Relatório deve ser efetivamente o relato de um processo complexo que retrata as interações entre pessoas, insumos e tecnologias no propósito de se ter organizações sustentáveis, que resultará num importante instrumento de relacionamento com stakeholders e num processo de compilação para verificação de desempenho sustentável. Estes dois atributos, comunicar os stakeholders e compilar indicadores de desempenho, são fatores determinantes para uma avaliação crítica
sobre o desempenho da empresa e uma oportunidade a cada ciclo de se fazer melhor o caminho para a sustentabilidade.

Em Maio de 2013 retomamos as discussões através do projeto “ENCONTROS PARA SUSTENTABILIDADE EM ORGANIZAÇÕES- INDO ALÉM DO GRI” com representantes de empresas dedicados à gestão da sustentabilidade em suas organizações, para que juntos possamos contribuir mais e melhor para o desvelar as formas de fazer estes processos de interação entre pessoas, insumos e tecnologias convergirem para a sustentabilidade das organizações e também irem além da elaboração dos relatórios no padrão GRI. O relato continua sendo uma parte muito importante do caminho, mas constatamos que, até chegar ao relato, há muito que fazer.

Objetivo

Oportunizar um ambiente para a troca de experiências, construção e aprimoramento em conjunto sobre ESTRATÉGIA, PROCESSOS e FERRAMENTAS para a sustentabilidade em organizações.

Público Alvo

Aproximadamente noventa participantes, representantes de empresas que estejam dedicados à gestão da sustentabilidade em suas organizações.

Eixos Temáticos

Estratégia: Modelos de gestão, Liderança, Comunicação, Métricas, Inovação, etc.
Processos: Governança, Gestão de Stakeholders, Público interno (RH para a sustentabilidade), Métodos, relatórios de sustentabilidade, educação para a sustentabilidade, cadeia de valor, etc.
Ferramentas: GRI, ISO, SIGMA, etc.

Livro: Fábrica de Software

Fábrica de Software – Fernando G.Tenório e Rogerio Valle

Os autores fazem um paralelo entre a produção industrial tradicional, a complexa organização produtiva que vemos hoje, e o que se deu, nas fábricas de software, com o processo de sua produção.

 

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Estudo sobre o Impacto dos Jogos Olímpicos

Sidney Levy, Diretor Geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ e o professor Rogerio Valle, do Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ e coordenador do SAGE/COPPE, responsável pelo estudo.Sidney Levy, Diretor Geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ e o professor Rogerio Valle, do Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ e coordenador do SAGE/COPPE, responsável pelo estudo.O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, assinou um contrato com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a confecção de um estudo sobre o impacto dos Jogos. O relatório, que é uma exigência do Comitê Olímpico Internacional, tem como objetivo mensurar o alcance ambiental, sociocultural e econômico das Olimpíadas.

O Laboratório de Sistemas Avançados de Gestão da Produção (SAGE) da COPPE/UFRJ foi contratado para a elaboração do Estudo OGI através de um processo seletivo, no qual outras três instituições participaram.  O Estudo OGI irá avaliar um período de 12 anos, entre 2007 e 2019. É uma ferramenta de extrema importância para que se possa mensurar o que efetivamente será o legado dos Jogos.

O professor Rogerio Valle, coordenador do SAGE/COPPE/UFRJ se mostrou entusiasmado com o trabalho que terá pela frente. “Para a COPPE é um orgulho contribuir para os Jogos Olímpicos. Estou muito feliz e otimista com a qualidade da equipe que formamos, principalmente, pela disposição de todos”, opinou.

  1. O estudo é um conjunto de relatórios que consolidam indicadores utilizados para medir os efeitos e os impactos ambientais, socioculturais e econômicos dos Jogos Olímpicos em áreas como educação, saúde, segurança, esporte, lazer e infraestrutura.

“É um prazer ter a COPPE como parceiro do Rio 2016™. Um dos pontos mais importantes do nosso trabalho é o que vamos deixar de legado para a cidade. Confiamos no estudo que será realizado”, considerou Sidney Levy, logo após a assinatura do contrato.

O Conselho Científico que vai atuar no detalhamento do Estudo OGI é formado por oito consultores: Regina Cohen (núcleo pró-acesso, UFRJ), em acessibilidade; João Saboia, Peter May e Valéria da Vinha (UFRJ/ME), da área econômica; Antônio Solé (UFRJ), do Instituto de Biologia; Laís Abramo (OIT-Brasil), da área social; e Antônio Carlos Francisco, da área esportiva. Um profissional especialista em esporte paralímpico, que ainda não foi definido, também fará parte do Conselho.

A COPPE vai produzir quatro relatórios, todos com a mesma metodologia. O primeiro é um trabalho de base e ficará pronto no próximo mês de agosto – será divulgado em setembro –, tendo como cenário o período entre 2007 e 2012. O relatório interino, em 2014, já terá dados específicos do evento, com todos os indicativos, atualizações e análises qualitativas.

Em 2017, o relatório irá trazer os indicadores do período dos Jogos e o relatório final, em 2019, vai apresentar a análise do período completo. “O desafio é muito grande, mas acredito na integração e na qualidade da equipe”, disse Valle.

Parceria entre CAPES e UFRJ

Parte da mesa integrante na assinatura do Convênio CAPES e UFRJ no SAGE. Jorge Almeida Guimarães (Presidente da CAPES), Carlos Antônio Levi (Reitor da UFRJ), Aquilino Senra Martinez (Vice-Diretor COPPE) e Rogerio Valle (Coordenador SAGE)Parte da mesa integrante na assinatura do Convênio CAPES e UFRJ no SAGE. Jorge Almeida Guimarães (Presidente da CAPES), Carlos Antônio Levi (Reitor da UFRJ), Aquilino Senra Martinez (Vice-Diretor COPPE) e Rogerio Valle (Coordenador SAGE)O encontro aconteceu no SAGE/COPPE (no Centro de Tecnologia – CT) em outubro de 2012 e contou com a presença do reitor da UFRJ, Carlos Levi; do presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães; do vice-diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE−UFRJ), Aquilino Senra; do diretor de tecnologia de informação da Capes, Sérgio da Costa Corte; e do coordenador do SAGE/COPPE Rogerio Valle.

Carlos Levi fez questão de reconhecer que todo o esforço para criar estímulos ao desenvolvimento já vem ocorrendo há mais tempo, o que, segundo ele, é o motivo de haver atualmente um grande potencial de expansão da diversidade do conhecimento. “O cenário é muitíssimo favorável e a perspectiva para os jovens é de grandes oportunidades de reconhecimento profissional. A sorte, a competência e outros fatores se abriram diante de nós, pois o atual terreno fértil é fruto do trabalho construído pelas universidades, com pioneirismo da UFRJ.”

Assinatura do Termo de Compromisso  Sérgio da Costa Corte (Diretor de Tecnologia da CAPES), Jorge Almeida Guimarães (Presidente da CAPES), Carlos Antônio Levi (Reitor da UFRJ).Assinatura do Termo de Compromisso Sérgio da Costa Corte (Diretor de Tecnologia da CAPES), Jorge Almeida Guimarães (Presidente da CAPES), Carlos Antônio Levi (Reitor da UFRJ).De acordo com Rogerio Valle, “o compromisso é um vetor de mudança para a COPPE”. O coordenador do SAGE ressaltou o enorme esforço necessário para realizar essa contribuição. “A cooperação é uma alegria para a Capes e para o laboratório”, disse.

Sérgio da Costa Corte ressaltou a “extrema importância” da cooperação. Para o diretor de Tecnologia de Informação da Capes, a parceria deve ser de mão dupla. “O objetivo é usar a excelência das universidades em benefício do trabalho da Capes. Ainda é uma parceria pequena e modesta, que precisamos aprimorar”, explicou. Segundo Corte, a prioridade desse grande desafio é a cooperação internacional. “Queremos ter, até 2014, 100 mil estudantes brasileiros no exterior”, estimou.

O vice-diretor da Coppe−UFRJ, Aquilino Senra, disse ter certeza de que haverá sucesso no projeto. “A Universidade tem uma dimensão enorme e, por isso, é impossível conhecer todos os detalhes. Mas posso afirmar que, assim como nós dependemos da Capes, agora ela conta conosco”, afirmou.

O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, afirmou estar à vontade com a assinatura do acordo, que para ele ainda tem muito a crescer. “Contamos com o auxílio da COPPE para manter vivo esse conjunto de ações, pois ainda estamos longe da estabilização. O nosso plano nacional de pós-graduação visa ao aumento do número de doutores no Brasil. Damos suporte a 160 mil bolsistas e o programa Ciência Sem Fronteiras já contempla 120 mil estudantes. São números fantásticos”, enfatizou.